sábado, 27 de março de 2010

familia e viagens

Hoje vamos falar de viagem e família.
Nosso trabalho exige, muitas vezes, ficar dias viajando em busca do nosso sustento, e nossa verdadeira riqueza - que é nossa familia - espera por nosso retorno. As vezes não é facil colocar as malas no carro e se despedir de filhos, esposa e até mesmo a mala da sogra, mas é uma profissão que, embora corrida e estressante, é digna e até divertida.

Eu acredito que tudo na vida tem seu tempo. Já ouvi isso duas vezes: a primeira foi de um ex patrão que me disse que quando o homem falha em tudo ele vira vendedor; e a segunda vez começo do ano, indo para o MT com um supervisor, que além de me dizer exatamente a mesma coisa, ainda me aconselhou a nunca ser supervisor, pois isso não dá dinheiro. Eu achei engraçado o modo como ele disse isso.

Eu estou há 11 anos nesta profissão que me deu, me tirou e deu de novo. Atualmente, estou trabalhando para uma cervejaria pequena mas muito boa, que fabrica um produto ótimo, mas por mais vantajoso que seja o salário ou a comissão, temos que saber organizar a nossa vida porque a nossa família vale mais que alguns $ em nossos bolsos. Eu vejo hoje pelo meu filho mais velho, que não vi crescer e ele já esta com doze anos e daqui a pouco estará indo pra faculdade. E mais um pouco será a vez do meu caçulinha. Hoje, no meu modo de pensar, nós, vendedores, devemos fazer aquilo que fazemos de melhor, mas também é preciso se preocupar em criar uma segunda renda, ou melhor dizendo, um negócio paralelo. Acredito que as falhas e os tombos da vida que levamos é para melhorarmos, pois enquanto estivermos vivos temos todas as chances de realizar os nossos sonhos.

Eu tenho uma admiração muito grande por um representante que há mais ou menos quinze anos é cego. Nunca vi na vida e dentro da nossa classe de vendedores uma pessoa tão animada, positiva e sempre dizendo: "está tudo ÓTIMO graças ao bom DEUS". Este tipo de pessoa aparece de relance em nossas vidas para nos mostrar aquilo que falei: enquanto estamos vivos somos capazes de realizar nossos sonhos, por maiores que sejam os tombos que já levamos.

A TODOS que estão lendo isto, eu deixo essa mensagem: nunca deixe de sonhar, pois um dia você vai realizar. As falhas foram ensinamentos que levam à prosperidade.

sábado, 21 de novembro de 2009

Mensagem curta:

"Cada um vale o quanto pesa"


Cada pessoa é boa naquilo que faz, desde que feito com amor.

Vamos falar de competência

“Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo” (Samuel Butler)

Eu acrescentaria algo mais. Diria que só um gênio consegue valorizá-lo o suficiente para vendê-lo bem. As empresas deveriam ficar atentas a isso.


Os competentes nem sempre são bem vistos por empresários e gerentes de pouca visão. Ou pela pouca visão, já citada, ou por medo da própria incompetência deles. Se fossem bons, agregariam à competência de sua equipe, não é?

Mas é que gente competente incomoda muito. Eu digo que o bom vendedor tem um jeito próprio de ser, de andar, de vestir, de falar e de trabalhar. E sua competência independe de padrões, pois não são eles que a define. O bom vendedor é aquele que não se deixa mudar, até porque sabe que são suas peculiaridades que o fazem acertar. O bom vendedor é livre, por isso se garante, e o bom empresário/ gerente é aquele que aceita o profissional como é, já que sabe usar o que o outro tem de melhor a seu favor. Porque o profissional que se sente à vontade e é respeitado vende mais, desempenha melhor seu trabalho.

Só que quando a empresa é gerenciada por profissionais nem tão bons assim (gerentes ou até os próprios donos), o medo domina as relações de trabalho. Os competentes começam a incomodar, suas idéias, por melhor que sejam, tornam-se um risco, uma ameaça na concepção de pessoas de pouca visão.

“Alguns chefes, é verdade, extrapolam um pouco, ao ponto de achar que ser um “superior” significa ser melhor que os subordinados, em todos os aspectos. Essa é uma raça em extinção, mas que continua fazendo marola em muitas empresas” (Max Gehringer).

Mas quem é bom sabe que é bom, e pronto. Temos que continuar seguindo nossos instintos, nosso feeling comercial sem nos preocupar com a mente pequena de alguns. De obstáculo em obstáculo vamos alcançando lugares melhores com gestores melhores, essa é grande meta. Não devemos nos igualar aos medrosos, porque o medo de ousar atrasa o progresso da pessoa, da empresa e do mundo. Temos que nos manter firmes em nossos ideais e na vontade de fazer cada vez melhor, pois só assim conseguiremos o reconhecimento almejado.

Então, parabéns aos bons! Que sejam cada vez melhores. E os péssimos gestores, que não têm capacidade de lidar com esses bons profissionais, que façam uma reciclagem, além de baixar a arrogância, porque isso não leva ninguém a lugar algum.

Um líder de verdade conhece cada membro de sua equipe, se mistura com eles, presta atenção em detalhes, em minúcias, pois isso faz qualquer pessoa se sentir valorizada e respeitada. Não é só o profissional contratado quem ganha, o maior a lucro irá para a empresa.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

PERSISTÊNCIA

Eu me lembro do meu começo, há doze anos atrás, quando saí pela primeira vez sem destino e sem orientação, somente com a finalidade de vender. Peguei a estrada sem saber direito para onde ir, não conhecia nada e achava que era só chegar no distribuidor, conversar e ele compraria. Foi aí que eu vi que não era bem assim.

Passei duas semanas viajando e não vendi nada. É claro que a decepção foi grande, principalmente para um novato, mas em vez de desistir eu continuei. Quando abri meu primeiro cliente foi uma satisfação muito grande, pois ali eu vi que era a primeira entre muitas vitórias.

Com esse primeiro cliente aprendi que não era só chegar, tirar o pedido e ir embora. Ele me pediu que para ele comprar eu teria que fazer a divulgação do produto, e assim eu vi a chave para chegar nos outros clientes. EU fiz oque ele me pediu e comecei a reparar que meus concorrentes não estavam fazendo o que eu fazia, afinal, não era fácil sair pra rua com a equipe de vendas e divulgar o produto ponto a ponto, mas foi o que fez minhas vendas decolarem.

No primeiro ano saí do zero e cheguei a treze mil caixas de bebidas ao mês vendidas. Pra mim, isso se chama persistência.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vender é uma arte

Para vender qualquer produto que seja, principalmente aqueles que ainda não têm nome no mercado, é fundamental acreditar que você é capaz e que o seu produto é ótimo, bem como que o seu espaço está ali te esperando. Você vai começar pelo primeiro contato, divulgar, persistir até chegar no primeiro pedido, e depois é que vem o principal. A partir daí você começa a estudar certos detalhes: quem é seu consumidor final? Como chegar até ele? Pois a prateleira do mercado não fala, o produto está ali mas tem que ser divulgado, não é só preço barato que vende. O consumidor tem que saber o que está comprando, sendo uma marca nova ou não, afinal, nem todos consomem a mesma coisa.

No caso de distribuidores e atacadistas, se a empresa fornecedora não se manifestar no começo do trabalho, só haverá perda de tempo, pois a equipe dos distribuidores e atacadistas que eles servem já têm uma linha de produtos na qual eles já saem certos para vender, e muitas vezes, esses vendedores não se dedicam à venda de novos produtos, atendo-se apenas aqueles que estão acostumados a vender. Para isso não é necessário ser vendedor, porque não há um esforço de venda, apenas o registro dos pedidos de sempre.É aí que vem o bom vendedor, que analisa junto ao cliente o que precisa ser feito para que seu produto emplaque. Entre as opções está promotoria de vendas e material de propaganda.

O segundo passo é não deixar de atender aquele cliente que nunca compra, pois ele ainda vai comprar. O seu produto está nascendo nas suas mãos, e se você é vendedor de verdade (e nisso é muito importante contar com o apoio de sua empresa), com certeza você vai vender muito, pois não adianta você ser parceiro e sua empresa não, ou vice-versa. Abrir mercado não é do dia para a noite, exige paciência, dedicação e análise.

O bom vendedor não fica ocupando suas pastas com produtos que não são interessantes para ele. Inclusive, é bom deixar claro que você até pode representar mais que uma empresa, desde que se dedique a todas em um trabalho bem feito. De nada adianta uma pasta repleta de produtos se você não cumpre com seu papel de vendedor com nenhum deles.

Outra coisa: é muito importante que o vendedor assine um contrato com a empresa no qual seja bom para os dois lados, coisa que atualmente é muito difícil de se encontrar, pois as empresas querem um contrato feito com as exigências delas sem considerar as exigências do vendedor, fazendo-o perder sempre. Ora, o mercado de trabalho é baseado em um esquema de troca, portanto, já passou da hora de empresas e vendedores se respeitarem e entenderem que quando um ganha o outro também está ganhando.

Muitas empresas reclamam que hoje em dia é muito difícil achar bons vendedores. Agora eu pergunto: você, que é dono de uma empresa e sabe o custo dela, sairia para viajar em busca de novos clientes em um raio de 500 quilômetros ou mais somente por 4 ou 5% de comissão, sem ajuda de custos, sabendo que só vai receber isso quando as vendas começarem a caminhar? E àquelas empresas que querem pagar os vendedores na liquidez, eu pergunto: quem vende sem prazo hoje? E as empresas que querem que o vendedor assuma a dívida quando o cliente quebra ou não paga? Onde está o departamento financeiro dessas empresas que consultam os clientes antes de efetuar a venda?

Diante desse quadro sou abrigado a questionar o seguinte exemplo, dentre tantos: e aquele vendedor que vendeu R$ 5000,00 e ganhou 5% dessa venda, que equivale a R$ 250,00 bruto, e teve que bancar toda a dívida desse cliente que, por algum motivo, não pagou essa compra, sendo que ele não assinou nada assumindo a responsabilidade de suas vendas, já que isso é obrigação do departamento financeiro. Você acharia certo se isso fosse feito com você? Pois fique sabendo que nesse meio esse tipo de atitude é muito comum.

O bom vendedor quer ser respeitado pela empresa que representa e trabalha para ganhar bem, pois vive de comissão e não salário fixo. Viajar não é barato e nenhum mês é igual a outro, pode ser melhor ou pior dependendo de fatores externos. Eu mesmo já paguei muito para trabalhar, viajei Estados, mas fiz minha parte. E também já fui passado para trás depois que o produto estava consolidado. São os riscos da profissão, mas mesmo assim amo o que faço, pois aqueles que me passaram para trás até hoje são incapazes de pôr seus próprios produtos no mercado. Mesmo assim acredito que existam boas empresas, com visão próspera para os negócios e que não baseiam sua prática profissional na exploração e na má fé.

A profissão de vendedor nos apresenta um leque muito vasto para discussões. Portanto, nós teremos muito o que conversar por meio deste blog. Conto com a sua visita!

Um abraço,
Alex.